Padrasto é preso acusado de agressão e morte de enteado de 1 ano e 4 meses

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Imagem: Márcio / PC

O padrasto do garoto Davi Lucas, de um ano e quatro meses, que morreu no Hospital Regional de Queimadas no domingo (5), Márcio José Silva Tavares, foi preso na tarde desta sexta-feira (10). Ele é acusado de homicídio qualificado contra a criança, que chegou ao hospital com vários ferimentos, um deles nos ossos de um dos braços.

De acordo com o relato da Polícia Civil, no último domingo, a equipe de plantão do Núcleo de Homicídios foi acionada. Havia acontecido a morte violenta da criança, que se consumou no hospital, após ele ser socorrido pela mãe Amanda Serafim de Oliveira e o padrasto Márcio.

Foi registrado no Boletim de Ocorrência que a mãe da criança informou que ela sempre levava cabeçadas de um burrego que ficava amarrado próximo a sua casa. No sábado (4) esse animal tinha dado uma cabeçada muito forte nas costas de Davi, que levou a mãe a crer que, por essa pancada, a criança tinha começado a passar mal.

Desconfiados com o cenário do fato, os policiais requisitaram exame cadavérico na criança. Ao iniciar essa perícia, o médico legista Carlos Alberto, da Unidade de Medicina Legal e Instituto da Polícia Científica (UML/IPC), detectou que o baço da criança estava estourado. Segundo ele, isso só ocorreria com pancadas muito fortes que levariam rapidamente a sua morte.

A descoberta confronta a versão da mãe e do padrasto da criança e se contradiz com as declarações que afirmaram que a pancada teria sido no dia anterior. Posto isso, as investigações continuaram e a versão dada pela mãe e padrasto foi sendo desmentida.

A Polícia ainda pegou uma denúncia anônima, pelo disque denúncia 197, que esclareceu como o fato teria ocorrido. Denunciaram que Davi tinha sido espancado pelo padrasto, que estava forçando e ameaçando a companheira Amanda, mãe da vítima, a não revelar à Polícia.

Prisão – Com tudo esclarecido e a versão mentirosa dos acusados desmascarada, o Núcleo de Homicídios de Queimadas realizou diligências que efetuou a prisão de Márcio pelo homicídio de Davi. Na delegacia, a mãe de Davi resolveu contar o que presenciou.

Ela declarou que, no domingo, Davi estava chorando muito e ela foi acalentá-lo. Mas a criança continuou muito estressada e o padrasto pego-a pelo braço. Davi foi arremessado com toda força no chão. Em seguida, Márcio começou a chuta-ló com toda força, de acordo com o relato de Amanda. Após a criança vomitar e ficar muito mal, foi que a socorreram ao hospital de Queimadas.

Os policiais encontraram ainda denúncias de que o preso já tinha histórico de agredir a criança anteriormente. O caso está sendo investigado pelo Núcleo de Homicídios GTE/11DSPC, da Polícia Civil, com sede em Queimadas, sob o comando do Delegado Cristiano Santana.

Redação PB Debate com Ascom PC 

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