Foto de formandos da UFCG gera polêmica no meio Jurídico e nas redes sociais

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Várias sites e páginas jurídicas estão repercutindo uma foto em que formandos de Direito, da UFCG, campus de Sousa, postaram uma foto na qual aparecem fazendo gesto que está sendo interpretado como um ato de misoginia. Na foto, sete jovens jovens vestidos de preto posam sorrindo e fazem um sinal com as mãos que se assemelha ao orgao sexual feminino. Outros dois não fizeram o gesto.

Depois da postagem, sites e perfis que divulgam informações jurídicas e são referência para a área repercutiram negativamente o ato e classificaram a fotografia como um desrespeito às mulheres.

Nos comentários, a maioria dos internautas criticaram a postura dos formandos de Direito, mas alguns disseram que havia excesso de patrulhamento e exposição, já que o gesto feito por eles deveria ser uma brincadeira alusiva ao sinal feito pelo jogador Ronaldinho, que é semelhante ao que fizeram.

Para a Ordem dos Advogados Brasileiros da Paraíba, a postagem, o comportamento dos jovens vai de encontro à conduta e boa reputação exigida aos operadores do Direito. A entidade emitiu uma nota sobre o fato. Confira:

Através da docência, tive a oportunidade, ao longo dos últimos anos, de contribuir na formação universitária de homens e mulheres, no repasse de valores como honra, dignidade e decoro, condizentes à preservação da conduta, conforme o Código de Ética da OAB.

Esses jovens, se já não lograram aprovação no exame de ordem, irão prestá-lo no futuro. No entanto, para exercer a função constitucional atribuída à advocacia, é preciso mais que aprovação no Exame de Ordem, pois não se pode perder de vista o que estabelece nosso Código de Ética. 


Enquanto indispensáveis à administração da Justiça, os(as) advogados(as) são defensores(as) do Estado Democrático de Direito, da cidadania, da moralidade, da boa fé, da Justiça e da paz social, subordinando a atividade do seu Ministério Privado à elevada função social que exerce. 


Dessa forma, não podemos assistir pacificamente a um ato de sexualização da imagem feminina que afronta as mulheres de um modo geral e não só as advogadas com gestos obscenos relacionados à anatomia do seu sistema reprodutor, como se observa na foto postada. 


Atualmente, os quadros da OAB/PB são compostos por 42% de mulheres que dignificam a Advocacia, as quais exercem seu múnus público com destemor, independência, decoro e dignidade. A luta pelo respeito e valorização das Advogadas é uma bandeira levantada desde o meu primeiro dia a frente da Ordem que representa advogados e advogadas em todo o Estado da Paraíba.


A OAB/PB não se omitirá e oficializará a coordenação do curso de Direito e a diretoria do Centro da UFCG para exigir que seus alunos sejam responsabilizados pelo ato de misoginia.

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